1º Domingo do Advento
29 de Novembro de 2015
EVANGELHO – Lc
21,25-28.34-36
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo
segundo São Lucas
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas
e, na terra, angústia entre as nações,
aterradas com o rugido e a agitação do mar.
Os homens morrerão de pavor,
na expectativa do que vai suceder ao universo,
pois as forças celestes serão abaladas.
Então, hão-de ver o Filho do homem vir numa nuvem,
com grande poder e glória.
Quando estas coisas começarem a acontecer,
erguei-vos e levantai a cabeça,
porque a vossa libertação está próxima.
Tende cuidado convosco,
não suceda que os vossos corações se tornem pesados
pela intemperança, a embriaguês e as preocupações da vida,
e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha,
pois ele atingirá todos os que habitam a face da terra.
Portanto, vigiai e orai em todo o tempo,
para que possais livrar-vos de tudo o que vai acontecer
e comparecer diante do Filho do homem».
AMBIENTE
Estamos já nos últimos dias da vida
terrena de Jesus, após a sua entrada triunfal em Jerusalém. Jesus está a completar a catequese dos discípulos e,
nesse contexto, anuncia-lhes tempos difíceis de perseguição e de martírio.
Avisa-os, também, de que a própria cidade de Jerusalém será, proximamente, sitiada e destruída (cf. Lc
21,20-24). Ora, é neste contexto e nesta sequência que aparece o texto do
Evangelho de hoje.
MENSAGEM
O vector fundamental à volta do
qual se estrutura o Evangelho de hoje está na referência à vinda do Filho do
Homem “com grande poder e glória” (Lc 21,27) e no convite a cobrar ânimo e a
levantar a cabeça porque “a libertação está próxima” (Lc 21,28). A palavra
“libertação” (“apolytrôsis” – “resgate de um cativo”) é uma palavra
característica da teologia paulina (1 Cor 1,30; cf. Rom 3,24; 8,23; Col 1,14…),
onde é usada para definir o resultado da acção redentora de Jesus em favor dos
homens. O projecto de salvação/libertação da humanidade, concretizado nas
palavras e nos gestos de Jesus, é apresentado como o “resgate” de uma
humanidade prisioneira do egoísmo, do pecado, da morte. Trata-se, portanto, da
libertação de tudo o que escraviza os homens e os impede de viver na dignidade
de filhos de Deus.
A mensagem proposta aos discípulos
é clara: espera-vos um caminho marcado pelo sofrimento, pela perseguição (cf.
Lc 21,12-19); no entanto, não vos deixeis afundar no desespero porque Jesus
vem. Com a sua vinda gloriosa (de ontem, de hoje, de amanhã), cessará a
escravidão insuportável que vos impede de conhecer a vida em plenitude e
nascerá um mundo novo, de alegria e de felicidade plenas.
Os “sinais” catastróficos
apresentados não são um quadro do “fim do mundo”; são imagens utilizadas pelos
profetas para falar do “dia do Senhor”, isto é, o dia em que Jahwéh vai intervir
na história para libertar definitivamente o seu Povo da escravidão, inaugurando
uma era de vida, de fecundidade e de paz sem fim (cf. Is 13,10; 34,4). O quadro
destina-se, portanto, não a amedrontar, mas a abrir os corações à esperança:
quando Jesus vier com a sua autoridade soberana, o mundo velho do egoísmo e da
escravidão cairá e surgirá o dia novo da salvação/libertação sem fim.
Há, ainda, um convite à vigilância
(cf. Lc 21,34-36): é necessário manter uma atenção constante, a fim de que as
preocupações terrenas e as cadeias escravizantes não impeçam os discípulos de
reconhecer e de acolher o Senhor que vem.
(in www.dehonianos.org)

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