Na beleza deste poema, encontramos a expressão comovida de um coração convertido.
A consciência viva e experimentada da presença de Deus na sua vida.
A confiança certa de que Deus pode o que não podemos nós.
Este pedido de que seja Deus a conduzir os meus passos, não é um simples desejo, mas antes a certeza de que Ele nos conduz se nós O deixarmos, se nós assim quisermos.
Este pedido está no coração de cada um de nós que se faz Peregrino. Este pedido Leva-nos mais longe!
Lead, kindly
Light, amid th’encircling gloom, lead Thou me on!
The night is dark, and I am far from home; lead Thou me on!
Keep Thou my feet; I do not ask to see
The distant scene; one step enough for me.
I was not ever thus, nor prayed that Thou shouldst lead me on;
I loved to choose and see my path; but now lead Thou me on!
I loved the garish day, and, spite of fears,
Pride ruled my will. Remember not past years!
So long Thy power hath blest me, sure it still will lead me on.
O’er moor and fen, o’er crag and torrent, till the night is gone,
And with the morn those angel faces smile, which I
Have loved long since, and lost awhile!
Meantime, along the narrow rugged path, Thyself hast trod,
Lead, Savior, lead me home in childlike faith, home to my God.
To rest forever after earthly strife
In the calm light of everlasting life.
The night is dark, and I am far from home; lead Thou me on!
Keep Thou my feet; I do not ask to see
The distant scene; one step enough for me.
I was not ever thus, nor prayed that Thou shouldst lead me on;
I loved to choose and see my path; but now lead Thou me on!
I loved the garish day, and, spite of fears,
Pride ruled my will. Remember not past years!
So long Thy power hath blest me, sure it still will lead me on.
O’er moor and fen, o’er crag and torrent, till the night is gone,
And with the morn those angel faces smile, which I
Have loved long since, and lost awhile!
Meantime, along the narrow rugged path, Thyself hast trod,
Lead, Savior, lead me home in childlike faith, home to my God.
To rest forever after earthly strife
In the calm light of everlasting life.
Beato Card. John Henry Newman
Conduz-me, Luz terna, pela escuridão que me envolve; conduz-me
Tu!
É escura a noite e encontro-me longe de casa;
conduz-me Tu!
Dirige Tu os meus pés; não peço para ver o destino
distante;
Basta-me um passo.
Nem sempre fui assim, nem sempre Te pedi que me
conduzisses;
Amava escolher e ver o meu caminho; mas agora
conduz-me Tu!
Amei o dia brilhante e apesar dos meus medos,
O orgulho definia a minha vontade.
O orgulho definia a minha vontade.
Não Te recordes dos tempos
passados!
Há tanto tempo que o Teu poder me abençoa,
que certamente me continuará a conduzir.
Pelos campos e pântanos, pelas falésias e torrentes,
até a noite findar
E com a manhã essas caras de anjos sorriem,
Essas que há muito eu amo, mas que perdi por uns
tempos!
Agora, pelo caminho estreito e encrespado que Tu
proprio percorreste
Conduz-me, Salvador, conduz-me até casa pela fé como a
das crianças,
A casa do meu Deus.
A casa do meu Deus.
Para sempre descansar após este suplício terreno
Na luz calma da vida eterna.
O Beato John Henry Newman
Permiti-me começar por recordar que
Newman, segundo a sua narração, repercorreu o caminho de toda a sua vida à luz
de uma poderosa experiência de conversão, que teve quando era jovem. Foi uma
experiência imediata da verdade da Palavra de Deus, da realidade objectiva da
revelação cristã, tal como fora transmitida na Igreja. Esta experiência
religiosa e ao mesmo tempo intelectual, teria inspirado a sua vocação para ser
ministro do Evangelho, o seu discernimento da fonte de ensinamento respeitável
na Igreja de Deus e o seu zelo pela renovação da vida eclesial na fidelidade à
tradição apostólica. No final da vida, Newman descreveu o seu trabalho como uma
luta contra a tendência crescente a considerar a religião como um facto
meramente privado e subjectivo, uma questão de opinião pessoal. Eis a primeira
lição que podemos aprender da sua vida: nos nossos dias, quando um relativismo
intelectual e moral ameaça enfraquecer os próprios fundamentos da nossa
sociedade, Newman recorda-nos que, como homens e mulheres criados à imagem e
semelhança de Deus, fomos criados para conhecer a verdade, para encontrar nela
a nossa liberdade definitiva e o cumprimento das aspirações humanas mais
profundas. Numa palavra, fomos criados para conhecer Cristo, que é Ele mesmo «o
Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14, 6).
SS Bento XVI
Vigília da Beatificação do Card. J H Newman
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