quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Início da colheita da azeitona no Getsémani


O jardim de Getsémani é um dos lugares emblemáticos de Jerusalém; uma paragem quase obrigatória para todos peregrinos vindos do mundo inteiro que percorrem a Terra Santa seguindo os passos de Cristo. É igualmente de lá que todos os anos parte a procissão de Quinta-feira Santa, conduzida pelo Custódio, para a Igreja de S. Pedro em Galicanto, construída no lugar por onde Cristo passou uma noite em prisão.



O Jardim das Oliveiras, situado atrás da Igreja de Todas as Nações, tem também algumas oliveiras centenárias cuja curiosidade é terem todas o mesmo ADN. As oliveiras mais antigas são contemporâneas de Jesus Cristo, segundo natação feita com o marcador C14. Outras datam da época dos cruzados e estão no meio das oliveiras neste jardim que está à guarda dos Franciscanos. A manutenção é assegurada pela comunidade dos irmãos ajudados por muitos voluntários para a poda das árvores e a apanha da azeitona.

Foi neste jardim de 1 200m2 que se reuniram no sábado os voluntários de 15 países diferentes para começarem a apanha da azeitona. Para além do aspecto material, o Irmão Diego, responsável pela apanha, vê também uma dimensão espiritual neste trabalho “uma dimensão suplementar de seguir Jesus na terra em que viveu”.

O ramo de oliveira, símbolo da paz, leva os voluntários a rezarem pela paz na Terra Santa. Para o Irmão Diego “reunimo-nos aqui para seguirmos as palavras de Cristo que nos quer juntar como uma galinha junta os seu pintos debaixo das suas asas” (Mt 23, 37-39)

As azeitonas serão enviadas para a Abadia de Latroun (Emaus) para se fazer o azeite que será destinado à venda e ao consumo dos irmãos e das comunidades religiosas da Terra Santa. Uma parte do azeite proveniente desta apanha será consagrado na Semana Santa. Os santos óleos serão enviados para as paróquias do Patriarcado, assim como para os santuários de todo o mundo.

Os voluntários revezar-se-ão durante toda a semana da apanha da azeitona num ano particularmente abundante.


Adaptado de  www.pt.lpj.org

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