O
Custódio da Terra Santa é o Ministro Provincial (isto é, o superior principal)
dos Frades Menores que vivem em todo o Oriente Médio. Tem jurisdição
sobre os territórios de Israel, Palestina, Jordânia, Líbano, Egipto
(parcialmente), Chipre e Rodes, sem contar as numerosas casas (Comissariados)
em várias partes do mundo.
A
missão principal do Custódio, além de animar a vida dos frades, é a de
coordenar e encaminhar o acolhimento dos peregrinos que chegam a Terra Santa em
peregrinação e oração aos Lugares da nossa Redenção. Tal tarefa foi atribuída
pela Santa Sé há mais de 600 anos. O termo usado naqueles tempos para indicar
esta iniciativa era “custódia” dos lugares santos, do qual derivavam os termos
ainda em uso “Custódio” e “Custódia”.
Historicamente
o primeiro e mais importante papel do Custódio foi o de receber os peregrinos
ao Santo Sepulcro, oferecendo os seus espaços e a possibilidade de rezar dando
hospitalidade também àqueles que não se poderiam permitir hospedagens custosas.
Ao mesmo tempo, aos peregrinos é oferecida a possibilidade de encontrar frades
prontos a recebê-los, escutá-los e assisti-los espiritualmente.
Todos
os santuários Cristãos católicos estão sob a sua jurisdição. Ele assegura que
seja oferecido o necessário suporte para as funções litúrgicas nos Lugares
Santos. Uma outra missão que o Custódio desempenha, por força do seu ofício, é
a de coordenar as notícias sobre a Terra Santa e infundir nos Cristãos do mundo
o desejo do “cuidado atento” por estes lugares: escavações arqueológicas nos
lugares santos, publicações de diários de antigas peregrinações e sobretudo os
estudos da Bíblia por meio da geografia e história dos mesmos lugares em que os
eventos aconteceram. Por este motivo a Custódia instituiu o Studium Biblicum Franciscanum, a Franciscan Archaeological Institute, a Franciscan Printring Press. Todas estas
actividades dependem principalmente do Custódio que com a ajuda de outros
frades se empenha em encontrar benfeitores que possam sustentar estas
iniciativas.
Uma
outra importante tarefa do Custódio é a de cuidar e sustentar, de acordo com a
igreja local, a presença Cristã na Terra Santa, com várias iniciativas, dentre
elas as escolas e paróquias.
Todas
estas iniciativas requerem não somente o sustento moral dos Cristãos de todo o
mundo, mas também o económico. É por esta razão que durante séculos, vários
“Comissariados da Terra Santa” foram constituídos em boa parte do mundo para promover
a consciencialização acerca da vida dos frades na Terra Santa e ao mesmo tempo
para recolher fundos para ajudar a sustentar o trabalho da Custódia. Todos
estes comissariados dependem directamente do Custódio.
Dada
a importância da missão do Custódio, ele não é eleito como todos os outros Ministros
Provinciais da Ordem. Ele é nomeado directamente pela Santa Sé depois de uma
consulta aos frades da Custódia e a apresentação feita pelo Governo Geral da
Ordem.
Na
Terra Santa a figura do Custódio é considerada como a de uma das principais
autoridades religiosas Cristãs. Ele, juntamente com o Patriarca Grego Ortodoxo
e também Arménio, é responsável pelo “Status
quo”, um conjunto de costumes que regulam a vida de alguns santuários,
entre eles o Santo Sepulcro e a Natividade de Belém.
O
Padre Custódio da Terra Santa faz parte da Assembleia dos Ordinários Católicos
da Terra Santa.
Nota
Biográfica:
Frei
Pierbattista Pizzaballa nasceu em Cologno al Serio, na diocese e
província de Bergamo, a 21 de Abril de 1965. Desenvolveu o percurso da formação
entre os frades da Província franciscana de Emilia Romagna, à qual
juridicamente ainda pertence. É sacerdote desde 15 de Setembro de 1990 e entrou
efectivamente para o serviço da Custódia da Terra Santa em 1999. Depois do
primeiro ciclo de estudos filosóficos-teológicos, conseguiu o bacharelato em
Teologia em 19 de Junho de 1990, no Pontificio Ateneo Antonianum de Roma.
Completou os estudos de
especialização no Studium Biblicum Franciscanum de Jerusalém, obtendo a licença
em Teologia Bíblica em 21 de Junho de 1993 e sucessivamente realizou o Master
na Universidade Hebraica de Jerusalém. Desenvolveu a actividade de docente de hebraico
moderno na Faculdade Franciscana de Ciências Bíblicas e Arqueologia de
Jerusalém e no âmbito da comunidade do Patriarcado Latino de Jerusalém
trabalhou na Pastoral para os fiéis de expressão hebraica.


Sem comentários:
Enviar um comentário